21 de set de 2010

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Christie Aleixo: fakie full slide, Rio de Janeiro. Foto: Dhani Borges

: Christie Aleixo
: Amador

Na infância o skate já era presente, continuando na adolescência o contato, mas sempre de forma muito descompromissada. No ano de 97, ele definitivamente passou a ser meu foco, quando descobri a prática na ladeira. Até então era como aquela bicicleta que temos guardada e que usamos de vez em quando para locomoção.

Ando de skate quase todos os dias. Morando em Sampa tenho acesso aos skateparks e há 3 anos tenho contato com as transições. Além das ladeiras como, Alpha Ville e Bagirú, que são os lugares que mais freqüento, as pistas de São Caetano e São Bernardo, são meus lugares preferidos.

Passei a trabalhar no mercado do skate a mudança para Sampa era inevitável.

Quando paramos para analisar o que é o trabalho no mercado de uma skatista mulher, temos que ter um pouco de tato com a simplificação da idéia que skate é tudo igual, entre homens e mulheres. O trabalho no mercado comparado ao masculino é quase inexistente.

Meninas praticando e sendo reveladas, sempre vão ter. As gerações vão passando e sempre na seguinte, se obtém algo a mais do que a geração anterior. Hoje, temos bons eventos que inseriram de forma séria a categoria feminina, o projeto do governo Federal, Bolsa Atleta, é uma super oportunidade para se desenvolver o trabalho ao longo do ano...
Mas acho que no geral poderia estar melhor! Temos um número considerável em termos de praticantes no Brasil, mas poucas fazem um trabalho sério que agregue ao skate feminino. Principalmente quando se pensa no futuro desta categoria. É necessário um fortalecimento para que mais praticantes surjam com maior direcionamento, onde a história, seja registrada e exista uma abertura maior no mercado. Talvez não exista um entendimento dentro da categoria sobre o que é preciso fazer para valorizar a classe. Andar de skate é uma coisa para mim, mas pensar profissionalmente é outra linha de trampo feito por meia dúzia!

Putz...o Rio sempre revela grandes nomes no skateboard, e a mulherada sempre está ali representando. Talvez a problemática seja mais pela falta de movimentação da cena carioca. É difícil bancar o deslocamento para as regiões onde existe esta movimentação, que em sua maioria se concentra em São Paulo. Mas o recado que eu dou para quem não tem condições de participar dos eventos e viagens para fora do Rio, é que registrem e utilizem a internet, inclusive a Pense Skate, para mostrarem suas manobras, seus picos, seu estilo e o que envolve o skate carioca feminino. Não tenham receio, somos poucas e precisamos registrar. Fazer fotos, vídeos...não esperem que descubram vocês, SE MOSTREM. Mostrem nossa identidade! Escangalhem a porra toda mulherada! (risos)

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